Teste covid, vacinas e análises

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Nenhuma mãe nem pai gosta de ver um filho sofrer. Mas, por vezes, há males necessários que têm de ser realizados, como o teste covid.

Vacinas

Tanto eu como o meu marido, sempre tivemos a certeza que filho nosso levaria todas as vacinas, tanto as do plano nacional de saúde como as pagas que os pediatras aconselham.

Uma vacina, é algo que provoca dor no bebé. No entanto, era uma dor que, para nós, nunca foi questão. Portanto, o bebé tinha que levar as vacinas, independentemente da dor que isso lhe causasse. Cada ser humano tem o seu limite de dor. Há crianças que choram mais que outras quando sujeitas à mesma situação. Nesse aspeto, pertencemos ao grupo dos sortudos. A Caetana era um bebé que chorava muito mas passava depressa. 2/3 minutos e parava de chorar.

O que é uma vacina para uma criança de 3 anos?

Mas o facto de chorar nunca pesou na decisão de ser ou não vacinada. Tinha que ser vacinada, cabia-nos levar a situação da melhor forma possível para tentar minimizar os efeitos de dor e choro. Por outro lado, o pai só foi com ela a uma vacina, custou-lhe e veio de lá a pedir que não tivesse que voltar, que tentássemos sempre dar as vacinas num horário em que pudesse ir eu, que encarava esse choro de uma forma mais natural.

Aos 3 anos, as crianças já percebem as coisas de uma forma diferente, desde que lhes expliquemos. Nesta última vacina expliquei à Caetana exatamente o que ia acontecer: que iriam espetar uma agulha no seu braço.

Comecei por desvalorizar a dor, dizendo até que não ia doer. Entretanto, lembrei-me que a mim não dói mas a ela pode doer e eu não queria, de todo, prometer algo errado nem levá-la a aguentar a dor que pudesse sentir.

Dessa forma, reformulei a questão, explicando que poderia doer um bocadinho e ela poderia chorar, se sentisse essa necessidade.

Sobre da vacina dos 3 anos, contei tudo aqui:

Análises

Caetana sempre engordou pouco, mas nunca perdeu peso, a não ser ainda na maternidade, aquela perda de peso comum nos primeiros dias de vida. Dos 5 para os 6 meses, engordou o mínimo necessário da tabela de peso pela qual os pediatras se guiam. Mas reforço: engordou, não perdeu peso!

No entanto, a pediatra achou que, se não engordasse mais dos 6 para os 7 meses, teria que lhe fazer análises.

Não vi essa necessidade e falei com quem me fez mais sentido: quem estava com ela 8h por dia, na creche! Toda a gente concordou comigo: Caetana tinha imensa energia tanto em casa como na creche, ainda não andava mas mexia-se imenso. Era um bebé de pouco alimento. Eu não via necessidade nas análises e, quem estava com ela em creche, concordou.

Também já tinha notado que as consultas eram demasiado rápidas. Tão rápidas que Caetana parecia mais apática, como sempre pareceu nos primeiros minutos em que estava com alguém desconhecido – a diferença entre apatia e timidez!

Pra mim, o peso da bebé era a minha última preocupação. Eu tinha uma bebé cheia de energia, que dormia bem mas tinha dificuldade em adormecer, que se mexia imenso durante todo o dia mas.. comia pouco! Corpo onde entra pouco alimento e sai muito movimento, naturalmente que não engorda muito.

segurei o braço porque a cadeira era de adulto e não dava o apoio necessário

O pai cá de casa ficava sempre um pouco mais aflito com tudo o que fossem indicações médicas ligeiramente fora dos “padrões” mas confiou na minha decisão.

E que decisão foi essa?

Deixar a pediatra! Porque eram umas análises baseadas em números. Eu, como mãe, não notava nada de anormal nem de apático na minha bebé. Além disso, essas análises nem sequer se baseavam em perda de peso! Se houvesse esta energia toda mas perda de peso, se calhar procuraria uma segunda opinião, mas esse não era o caso. A minha bebé apenas engordava pouco!

Caetana, 6 meses

Essas análises não tinham razão de ser e eu não ia sujeitar a minha bebé a ser picada (ainda por cima sabe Deus quantas vezes, porque aos 7 meses nem sempre se encontra a veia à primeira) só porque sim.

Análises sem razão, para mim, são um mal desnecessário!

Recentemente, já com 3 anos , prescreveram-lhe análises para ser operada às amígdalas e adenóides e nem pestanejei. Aí sim, eram um mal necessário. Portanto, tendo mesmo que fazer análises, expliquei-lhe que, idêntico à vacina, iam espetar-lhe uma agulha no braço e dei ênfase ao quão fixe seria ver o seu sangue a sair do braço para os tubinhos. No momento disse que não estava a doer, mais tarde confessou que lhe tinha doído um bocadinho.

Expliquei tudo aqui, quando falei na operação:

Teste Covid

Há quase um ano que o covid entrou na vida de todos nós. E, com ele, um exame nunca antes visto. Quando se deu o primeiro confinamento eu estava a exercer como educadora de infância e fui testada em maio, na altura da reabertura das creches.

Nunca tinha feito esse exame, mas já tinha passado por uma endoscopia pelo nariz por isso a zaragatoa não me assustava.

Entretanto, quando prescreveram as análises pré-operatórias da Caetana, prescreveram também testes covid – à miúda como paciente e a mim como acompanhante. Custou-lhe um bocadinho, chorou um bocadinho mas deixou fazer até ao fim – era um mal necessário à operação por isso nem sequer questionámos, apenas marcámos a realização do teste e tentámos preparar a Caetana o melhor possível.

Estamos positivos, e agora?

Neste momento, estamos em casa, com teste positivo ao covid! Desta vez, a Caetana não foi testada!

teste covid
teste covid pré-operação

O pai foi o primeiro a ter sintomas, achando tratar-se de uma constipação. A seguir tive eu. Comecei com sintomas confundíveis mas, mais tarde, tive tosse e febre e, ainda mais tarde, comecei com uma ligeira impressão no peito que me levava a respirar fundo a meio de frases mais compridas.

Os meus sintomas levaram-nos a desconfiar. Portanto fomos fazer o teste e, de facto, estamos ambos positivos. Caetana quase foi comigo fazer o teste e, apesar de já ter combinado com o pai que não a iríamos testar, aproveitei para lhe falar no plural. Disse-lhe “vamos fazer o teste covid” e ela respondeu “está bem, vamos” e eu reforcei “aquele teste no nariz” e ela agarra-se imediatamente ao nariz e diz “não, eu não quero fazer isso” e aí eu expliquei que estava a brincar, só eu e o pai íamos fazer, ela não. Já sabíamos que lhe tinha custado fazer um, não havia necessidade de repetir.

  • Passo seguinte ao positivo: ficar fechados em casa! Não sair nem para deitar o lixo! – na verdade este passo foi tomado logo após o teste, por já desconfiarmos do positivo.
  • Além disso, com quem iria ficar a Caetana? Conosco!
  • Que cuidados tivemos, dentro de casa, antes do positivo? Nenhuns!

Sendo um vírus tão transmissível, as probabilidades de Caetana estar infetada são máximas mas o teste anterior incomodou e casou dor. Para quê estar a fazê-la passar por isso novamente sem ser obrigatório?

Os vossos filhos levaram as vacinas? Já alguma vez fizeram análises? E teste covid? Com que idade?

Carolina Valente Pereira

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