Ansiedade aos 3 anos

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ansiedade aos 3 anos

Crianças com 3 anos também podem sofrer de ansiedade quando se aproxima a data de algo que querem muito, como o regresso ao jardim de infância!

De março de 2020 a março 2021 – entre os 2 e os 3 anos de idade – Caetana esteve mais tempo em casa do que no jardim de infância. Entre confinamentos, operação e casos covid aqui na zona, quando ia voltar ao JI, Caetana estava há 5 meses seguidos em casa e com muita ansiedade no regresso.

Sexta-feira

Por causa da pandemia, fomos levar os pertences da Caetana sexta-feira, para regressar na segunda seguinte. Fomos as duas e a miúda esteve sempre super entusiasmada com o regresso. Tão entusiasmada que veio de lá triste por não ter podido ficar no JI nesse mesmo dia.

ansiedade aos 3 anos

No entanto, no início dessa noite, começou a ficar “adoentada”. O meu primeiro pensamento foi “coitada, quer tanto regressar e agora fica doente?!”

Sábado

Noite agitada e dia passado no sofá, a ver televisão. De vez em quando tinha uma dores de barriga (talvez cólicas) mas não havia “diagnóstico” evidente. Febre baixa pontualmente – que passava sem medicação – uma criança mais calma com dores de barriga que vinham e depressa passavam.

Em momento algum imaginei que, aos 3 anos, o problema fosse ansiedade..

Entretanto, à noite arrebitou e a febre desapareceu de vez. Caetana começou a ter mais energia e eu pensei “talvez tenha sido cansaço por andar com os horários trocados” – cerca de 2 anos antes tivemos um episódio de aparente doença ao acordar, de manhã, que passou após 1h extra de sono.

Domingo e segunda-feira

Dia todo sem febre e uma criança já cheia de energia com uma ou outra birra (sinal de que estava mais sensível: sistema nervoso).

ansiedade aos 3 anos

A vontade em regressar ao JI era tanta que não a conseguimos adormecer antes da meia-noite.

No entanto, dores de barriga ‘estranhas’ e a adormecer tão tarde, eu e o pai decidimos que segunda não iria e já se via como passava o dia.
Surpreendentemente, segunda-feira, às 6h30 da manhã, a criança – que ultimamente não acordava antes das 10h – está fresca e fofa, pronta a levantar.

Pergunto eu:
– Porque é que estás acordada a esta hora? Ainda é super cedo!
– Então mãe, tenho que acordar cedo para ir ao jardim!

E, nesse momento, fez-se luz na minha cabeça – as dores de barriga poderiam ser ansiedade de quem quer muito voltar ao jardim!

Vai daí, espero pela hora de atendimento aos pais e telefono para falar com a educadora – que foi também quem recebeu os seus pertences e viu o entusiamo e vontade em ficar lá logo na sexta – sobre a minha desconfiança: Por um lado estava a custar-me mandá-la com dores de barriga; por outro, a ser realmente ansiedade, as dores de barriga não passariam em casa e teriam tendência a piorar..

Ficou então combinado que, a continuar bem durante esse dia, e só com estas “estranhas” dores de barriga, voltaria no dia seguinte.

ansiedade aos 3 anos

Pois que se seguiu uma segunda-feira normal, cheia de energia. Durante o dia, eu e o pai, não falámos do JI nem dos amigos e, muito menos, perguntámos como estava da barriga – ficámos apenas atentos a queixas dela, que não aconteceram.
Antes de dormir houve uma cólica e imaginem em que momento? Quando se falou sobre voltar ao JI no dia seguinte..

Terça-feira regressou e adivinhem?

Um início de vergonha [sem chorar e sem dores de barriga] mas calma – a ganhar confiança – e um resto de dia impecável!

Super bem disposta, sem dores e a brincar como qualquer criança.

Quando a fui buscar veio super feliz! Disse-lhe, para testar “boa filha. Mas amanhã ficamos em casa, ok?” e só tenho pena de não ter filmado a cara estranha que fez ao ouvir isto.

Tudo isto para vos mostrar que as crianças também sofrem de ansiedade quando vai acontecer algo que querem muito!

Crianças com 3 anos também podem sofrer de ansiedade!

E escrevo sobre o assunto porque, se a Caetana não quisesse regressar, talvez eu tivesse associado logo as dores de barriga ao querer fica em casa.
Como tinha tanta vontade no regresso, só percebi quando acordou tão cedo no dia D.

Carolina Valente Pereira

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