A perigosa moda da não-vacinação

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Comecemos pelo básico, lendo as várias definições da palavras moda:

  1. uso, hábito ou forma de agir característica de um determinado meio ou de uma determinada época; costume.
  2. uso corrente, prática que se generalizou.
  3. estilo prevalecente e passageiro de comportamento, vestuário ou apresentação em geral; tendência.
  4. indústria ou o comércio do vestuário.
  5. estilo pessoal, gosto.
  6. hábito repetido; mania; fixação.

Em nenhuma delas vejo referência a questões de saúde, muito menos que coloquem em perigo a vida dos nossos filhos.
Desde quando é que questões de saúde de menores podem ser alvo de uma decisão influenciada por uma moda?
Os pais não podem ou não querem gastar 400€ na vacina da meningite? Ok, estão no seu direito [compreendo que haja famílias que, infelizmente, não os podem dar – não compreendo as que podem e não querem mas cada um sabe de si]. Mas bolas, as vacinas gratuitas não deveriam ser TODAS obrigatórias?
Sim, a doença até podia estar erradicada no nosso país mas pensemos um bocadinho: será que isso se deveu a toda a gente ter tomado a respetiva vacina antes de não-vacinar ser moda?!
De qualquer forma, mesmo estando erradicada, existem um tipo de pessoas a que chamamos turistas – vêm de fora. Existem os emigrantes – de fora vêm. Existem os próprios portugueses que pura e simplesmente saem do país para passar férias!
Qualquer um pode trazer a doença. E depois, o que acontece a quem não foi vacinado?
Deixemo-nos de parvoíces no que toca à saúde das crianças sim? Se as vacinas existem e até são gratuitas não entremos por caminhos alternativos só porque alguém se lembrou de dizer que era melhor não vacinar as crianças!

Se queremos alinhar em modas com os nossos filhos que seja de roupas, porque tê-los fisicamente mais bonitos ou mais feios não lhes coloca a vida em perigo!

Carolina Valente Pereira

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No Responses

  1. Eu sou muito vive e deixa viver, mas a vacinação tira-me do sério. Uma vez exaltei-me um bocado com a namorada de um amigo do Mr. IT, que é enfermeira e diz que compreende a malta anti vacinas, e deu a entender que também ela era anti vacinas. UMA ENFERMEIRA. Fiquei possuída. Cada um por si, mas com os filhos vamos lá ser responsáveis por favor.

  2. Eu acho uma tremenda estupidez! Não consigo mesmo compreender estas pessoas, porque é isso, se querem aderir a modas que seja com a própria saúde e não com as dos filhos – crianças indefesas que nada sabem..

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