Quem escolhe o nome do bebé?

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A escolha do nome.
Para mim é obvio que quem escolhe o nome são os pais! Mais ninguém tem sequer que gostar.
Claro que toda a gente tem a sua opinião, haverá quem goste e quem deteste. Cada um é livre de a dar, eu sou livre de a ouvir e não fico minimamente chateada quando torcem o nariz ou dizem que não gostam. Aliás, no fundo até fico contente, assim são menos pessoas com probabilidade de o repetir.
Eu não conheço, pessoalmente, nenhuma Caetana. Sei que existem e conheço algumas através do Instagram, pessoalmente nenhuma.
Também não acho que seja um nome assim tão diferente quanto isso. Enquanto pais temos de ter esse discernimento – o de saber que o nome é a identidade da pessoa, algo que não se muda [apesar de ser possível].
Quando as outras pessoas não gostam.
No nosso caso, a maioria das pessoas estranha o nome. Quase ninguém gosta. E é para o lado que dormimos melhor. Nós, mãe e pai da criança, gostamos e isso basta-nos.
Aliás, quando perguntavam se a bebé já tinha nome a resposta era praticamente automática, os nomes [feminino e masculino] já estavam decididos ainda antes de sabermos o sexo só que, nessa altura, ainda chegámos a responder que estava apenas mais ou menos pensado, o meu marido não queria dizer para não agoirar [nunca percebi muito bem porquê mas respeitei]. Após saber o sexo, a resposta passou a ser automática. Sem vergonhas nem medo de opiniões alheias.
O que não suporto [e, graças a Deus, acho que ainda não nos aconteceu] é dizerem:
– “Ai que nome tão estranho, não querem escolher outro?” ou “Caetana? Não ficava melhor _____”.
É que uma coisa é não gostar – e ainda bem que não gostamos todos dos mesmos nomes – outra já é intromissão excessiva num assunto que nada lhes diz respeito.
Quantos nomes deve ter?
O número de nomes que os pais desejarem!
No nosso caso decidimos que terá seis nomes: dois nomes próprios, dois apelidos maternos e dois paternos.
E há quem reaja perguntando:
– Coitadinha, e depois como será na escola? Metam-lhe só três nomes que chega bem.
Essa comigo tem resposta direta:
– Na escola aprende como os outros. Quando quiser ver as notas na pauta até lhe vai dar jeito, como me dava a mim!
A diferença entre ela e eu é que entretanto já tenho mais dois apelidos – do meu marido. Quando souber assinar vou aconselhá-la sempre a não assinar o nome completo. Eu sempre o fiz e continuei a fazê-lo depois de casada. Mas, enquanto adultos temos tanta papeladas para assinar que não imaginam o quanto estou arrependida. Quando formos tratar do cartão de cidadão da Caetana quero aproveitar para mudar a minha assinatura.
A pronúncia do nome.
– Como? Cáitana?
– Cáitana não, há-de cair algumas vezes, quando começar a andar mas é Caetana [sem acento]!
Esta então deixa-me possuída. Eu acabo de dizer CORRETAMENTE o nome da minha filha e as pessoas confirmam-no colocando um acento no primeiro A. Mas porquê? Não ouvem bem? Claro que eu deduzo que as pessoas não façam por mal, então dou esta resposta mas sempre em tom de brincadeira.

Carolina Valente Pereira

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