O cão e o bebé

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Uma das coisas que mais me irrita são as mentalidades fechadas em relação a cães de família.
Até aqui diziam que devíamos ter arranjado um filho em vez de um cão. Para afirmações estúpidas, respostas idênticas: “Eu procurei ‘filho’ no OLX mas como não vendem tive de comprar um cão”.
Agora é “Depois já se lhe acaba o mimo”. “Porquê? Vamos morrer e ele fica sozinho no mundo?” É exatamente isto que vou passar a responder quando me voltarem a dizer algo do género!
É que, até onde sei, a minha família vai aumentar [não diminuir]. O meu cão vai ter mais um don@/ mais um amig@/ mais uma pessoa para lhe dar mimos e brincar com ele.
Que nos primeiros dias vamos ter menos tempo? De certeza que sim, muita coisa vai mudar na nossa vida e enquanto não entrarmos nos eixos é provável que não seja fácil – acredito que não tenhamos tempo nem para o cão nem um para o outro.
Mas a nova rotina vai ser planeada a contar com ele, obviamente! Vai haver mais imprevistos do que até aqui, um recém-nascido assim o obriga, mas tudo isso faz parte da vida.
Atualmente, o cão passeia todos os dias [ou quase] no verão e, raramente no inverno: no fundo a questão prende-se com a chuva ou o frio gelado [nesses dias não vai passear – só sai de casa ao colo – para não ficar todo molhado nem cheio de frio]. Depois do nascimento continuará a passear quando não chover nem fizer muito frio, também para isso servem o carrinho ou o sling do bebé.
Mais aspetos sobre a vida do meu cão após o nascimento da criança:
  • Não vou gostar mais do meu cão do que do meu filh@, vou gostar de ambos, cada um à sua maneira.
  • O meu cão não me ensinou a amar como mãe, mas ensinou-me que é possível amar mais um animal do que alguma vez pensei.
  • O meu cão ensinou-me também que é possível amar mais um cão do que alguns seres humanos.
  • O meu cão vai continuar a fazer parte da minha família, na sua condição de cão-de-família, como tem sido até aqui.
  • O meu cão vai continuar a dormir na cama dele, dentro do nosso quarto.
  • O meu cão vai continuar a passar as manhãs de ronha na nossa cama – com cuidados redobrados para não magoar o bebé sem querer [é pequenino mas bruto. só ainda não foi cortar as unhas paras as cortar mais perto do nascimento e se aguentarem mais tempo].
  • O meu cão vai ficar beneficiado quando, a partir dos 6 meses, eu começar a cozer legumes para o bebé – legumes sem sal podem ser comidos pelo cão que será uma ajuda na “limpeza do chão”.
  • O meu cão vai passar a ter um/a companheir@ nas suas fotos.
  • O meu cão vai ser o amigo e protetor mais fiel que @ bebé algum dia vai ter [além dos pais claro].

Quando comprei o cão sabia que a sua esperança média de vida ronda os 14/16 anos. Portanto, contava ser mãe com ele vivo. Ele tem 2 anos, está bem longe do seu fim e ainda bem porque aqui connosco é que está bem. E quero muito criar um/a filh@ com a fiel companhia de um cão como este!

Nos próximos 12/14 anos ainda temos muito para viver a 4! ❤

Carolina Valente Pereira

Gosto de ler, escrever, partilhar factos, aventuras, opiniões e brincadeiras

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