Dia dos namorados?

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Dizem que é um dia para celebrar o amor .
Que as marcas o digam, compreendo perfeitamente. Chama-se a isso marketing e é ótimo para floristas, ourivesarias, perfumarias, lojas de roupa…

Mas teremos realmente necessidade de um dia específico para celebrar o amor? Não o celebramos todos os dias?

Precisamos de um dia específico para oferecer algo à nossa cara metade?

Cá em casa não temos, por hábito, comemorar o dia dos namorados. E talvez tenhamos deixado de o fazer por arrependimento de o ter feito antes.
Há uns anos, no dia dos namorados, fomos jantar a um restaurante mesmo ao lado da casa onde vivíamos na altura. O restaurante tinha ótima fama mas é das tais situações, ficava tão perto de casa que nunca lá tínhamos ido.
Esperámos uma eternidade para ter lugar e ser servidos, jantámos numa sala secundária e não comemos assim tão bem. O Hugo, que conhecia melhor a fama do restaurante do que eu, insistiu em voltarmos noutro dia e assim fizemos. Aliás, durante algum tempo íamos lá todos os meses, no dia em que fazíamos meses de namoro – um dia especial para nós. E, de facto, passámos a ser sempre muito bem atendidos.
Porque no nosso mesversário [como dizem os brasileiros] de namoro o restaurante tinha clientes, como tem todos os dias, mas nada de exagerado como no dia 14 de fevereiro.
14 de fevereiro é aquele dia em que a maioria dos restaurantes está cheio e, por consequência, é muito provável que o atendimento seja inferior ao habitual!
Por outro lado, eu não gosto de oferecer um presente só porque sim! Só porque é dia de qualquer coisa – nem mesmo no aniversário onde, por aqui cada um escolhe e o outro paga (mesmo sendo parvo, como vão perceber mais à frente neste texto). Muito menos quando se trata da pessoa com quem vivo e estou todos os dias.

Faz-me mais sentido oferecer algo que vejo e acho que ele vai gostar de receber ou algo de que até precisa mas ainda não teve tempo de comprar, do que andar à procura e gastar dinheiro num objeto para comemorar uma data que nem sequer é uma data ‘nossa’.

Não quero dizer que não possamos aproveitar as promoções desta época para comprar/ oferecer algo que já queríamos antes. Mas eu chamo a isso, aproveitar o dia dos namorados para… e não propriamente uma comemoração do dia.
Não pensem que com isto me estou a justificar por ter feito qualquer tipo de compra, não fiz nem farei (pelo menos este ano) porque, neste momento, não há nada que queria comprar. Se fosse o caso fá-lo-ia sem qualquer problema.
Aliás, minto, comprei um livro para mim. E o que é que isto tem que ver com o dia dos namorados? Os 10% de desconto que tive no seu pagamento – mas calhou, fui comprar a cadeira Auto da Caetana e aproveitei para entrar na Bertrand.

Por outro lado, ir jantar fora e pagar o homem é, a meu ver, duplamente [em casos como o nosso] desnecessário.
Primeiro porque acho extremamente machista ver-se isso como um ato de cavalheirismo. Felizmente a maioria das mulheres já trabalha, já tem independência financeira e não tem de ser ‘socialmente obrigatório’ o homem pagar o jantar à sua namorada/ companheira/ esposa.
Segundo porque estamos casados, temos toda uma vida em comum e, apesar de termos uma conta em conjunto e duas individuais, ambos poupamos para o mesmo – o nosso futuro! Portanto, é indiferente o dinheiro sair da conta do Hugo ou da minha, para um jantar ou qualquer outro evento e/ou objeto.

Se acho que devemos mimar quem está ao nosso lado? Sim, sem dúvida. Mas o ano tem 365 dias e qualquer um é bom para isso!

Além dos outros dias especiais que temos durante o ano, como os respetivos aniversários, o dia(s) especial(is) em que a história do casal começou, seja o dia em que se conheceram, começaram a namorar, casaram…

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E por aí? Costumam festejar/ celebrar o dia dos namorados? Ou nem por isso?

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Carolina Valente Pereira

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