Cadeira Auto

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Pois é, quem não me acompanha no instagram, possivelmente estranhará o facto de eu falar sobre este assunto agora, tendo a Caetana 1 ano e meio. Na realidade, o artigo vem apenas com 1 semana de atraso – quer dizer, ainda vem a tempo e já vão perceber porquê.
É isso mesmo, Caetana [só] deixou o ovo na semana passada!
Estava no momento ou foi tarde? Ainda estava dentro das normas de segurança?

  • Peso máximo do nosso ovo: 13kg, Caetana pesa 10kg;
  • Proteção da cabeça: sim, continuava dentro dos limites e completamente protegida;
  • Conforto: Pois que aqui é que o assunto mudava de figura. Apesar de segura, Caetana já não ia completamente confortável.

Já há alguns dias que notávamos a falta de conforto mas temos 2 carros: um carro – que usamos no dia a dia – sem isofix e com bancos direitos e uma carrinha familiar com isofix e bancos curvos.
Se no carro o conforto não era o ideal, na semana passada esteve na oficina e andámos toda a semana na carrinha. Nem queiram imaginar o desconforto e as birras descomunais que aconteciam sempre que tínhamos que a transportar – por ter os bancos mais curvos, o ovo ficava ainda menos confortável.
E porque é que ainda não tínhamos comprado a cadeirinha?

Quem é mãe já se apercebeu de certeza, quem não o é que se prepare: Há milhares (e não estou a exagerar) de cadeiras auto!

Há as que fazem contra marcha [ir virado para trás] – o mais aconselhado até aos 18kg, cerca de 4 anos de idade – outras não. Há cadeiras que servem desde o nascimento até ao final – 12 anos de idade – outras que só servem durante determinado espaço de tempo consoante os seus limites de peso. Depois há as rotativas e as não rotativas. As que têm isofix opcional ou só prendem com isofix. As que reclinam, as que não reclinam. Aposto que até deve haver cadeiras onde os miúdos vão seguros a fazer o pino, tal não é a variedade que encontramos no mercado.

Depois há as marcas. As conceituadas que continuam a ser boas, as conceituadas, que estão há largos anos no mercado, mas afinal pararam no tempo e a coisa ainda não tem o conforto que deveria ou têm erros de que só nos apercebemos depois de já ter comprado. Depois as outras, mais recentes, mais caras e melhores, mas também há as mais recentes e baratas que na verdade não valem nada. Entretanto há marcas recentes, baratas e que afinal são boas.
No meio disto tudo há ainda os testes de segurança e os grupos de facebook onde se fala de muita cadeira e muito teste mas que nunca sabemos exatamente as competências da pessoa que nos está a informar.
Entretanto, há alguém que nos diz que foi a uma loja, na Covilhã, onde o próprio dono já fez inúmeras formações sobre segurança rodoviária infantil. Um senhor super simpático e comunicativo, que nos explica que a criança deve circular em contra marcha até aos 18kg devido ao peso da cabeça que, principalmente em recém-nascidos, costuma equivaler a x% do seu corpo, sendo projetada caso a cadeira esteja virada a favor da marcha. Em acidentes traseiros a cabeça, e toda a criança, está igualmente protegida pela própria cadeira.

Enfim, um senhor que nos explica como devemos proceder para maior segurança dos nossos filhos e, mais importante, a razão desses procedimentos.

Um senhor informado sobre segurança e testes realizados! Que explica exatamente as funções das cadeiras e como instalar. Fez a demonstração dentro da loja e fez questão de vender a cadeira já instalada. Ainda me disse que, quando precisasse de mudar de carro ou fazer qualquer alteração, poderia passar por lá e ele faria a nova instalação. Quando lhe disse que vivia a alguns quilómetros de distância, prontificou-se a ajudar por telefone, informando que até nos sábados tem a loja aberta até às 20h.
A loja é a Mimos do Bebé e fica perto do SerraShopping. E além de eu não ganhar nada em dar-vos esta informação, o senhor nem sequer sabe que estou aqui a falar dele. É mesmo só serviço público porque fiquei mesmo satisfeita com o atendimento.
Falaram-me desta loja e, no dia seguinte, aí fui eu.

Cheguei e expliquei a minha situação: filha de ano e meio, vai deixar o ovo e eu quero comprar uma cadeira e deixar este assunto arrumado para sempre!

E o senhor mostrou-me de imediato a Joie Every Stages fx. Uma cadeira com isofix [quando virada a favor da marcha], que pode também ser instalada apenas com o cinto de segurança. Ainda chamou a atenção para o seguinte: a diferença entre duas cadeiras iguais, com o único pormenor da opção isofix [que trás consigo uns kg extra no peso da cadeira] eram 50€. Fez-me pensar que eu estava a fazer um investimento para 10 anos e meio. Nunca se sabe se, daqui a meia dúzia de anos, não trocamos o carro e não passamos a ter 2 carros com isofix.
E após esta chamada de atenção fez-se a luz da decisão na minha cabeça: nós deslocamo-nos diariamente sem isofix mas fazemos as viagens maiores com isofix. E assim foi! Veio a cadeira com opção de isofix.
Não foi muito cara e já me tinha sido sugerida, por outras mães, no instagram. Mas a minha dúvida ao escolher pela internet era:

  • Ter isofix implica que preciso obrigatoriamente do isofix, ou também posso instalar apenas com o cinto de segurança? – fiquei também a saber como prender ao isofix, algo que não fazia a mínima ideia. Não imaginava sequer que havia um terceiro ponto de isofix na mala;
  • Tamanho da cadeira e posições quando reclinada: é muito mais fácil ter essa noção se virmos a cadeira ao vivo antes de a comprar;
  • Onde passa o cinto de segurança? O Sr explicou tudo, evitei os vídeos do youtube como aconteceu à porta da maternidade para prender o ovo;
  • Mais todas as outras explicações sobre segurança e diferenças com outras cadeiras,  instalação e disponibilidade para resolver qualquer questão sobre a mesma.

O preço? 330€ e a cadeira serviria desde o nascimento até aos tais 12 anos. Teria sido uma questão de se ir retirando adaptadores gradualmente.
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Tal como disse ao senhor, eu confio na palavra dele porque me disseram desde logo que tinha todas aquelas formações em segurança rodoviária. Não querendo desconfiar de ninguém, nos sites em que vi eu nunca tinha exatamente a certeza se me estavam a dar as informações corretas. Aliás, eu até ao vivo já me escaldei, quando comprei um marsúpio numa loja de uma marca antiga e supostamente conceituada [onde também comprei 2 copos com palhinha incorporada e são tão bons que me dão banho a tudo o que tiver na carteira, porque nunca ficam completamente fechados] tendo sido informada de estar a comprar algo ergonómico porque colocava as perninhas em “M”. Só se esqueceram de me informar que mantinha a coluna do bebé demasiado direita, não respeitando a sua curvatura natural.
Portanto é obvio que ir a uma loja de uma só marca estava completamente fora de questão [e umas das condições era não comprar cadeira auto dessa marca. Felizmente o senhor partilha da minha opinião – limitando-se a dizer que não tinha nada dessa marca para venda e nem sequer teceria qualquer comentário sobre o assunto].
E agora vem a parte em que eu comecei o texto a dizer que ainda vinha muito a tempo.
Caetana mudou-se para a cadeira quinta feira. Permaneceu o resto da semana com a cadeira bem instalada na carrinha.

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Quinta,  com a cadeira na carrinha.

Sábado passámo-la para o carro. Depois das explicações detalhadas sobre segurança rodoviária instalámos a cadeira em contra marcha – algo que inicialmente já não tínhamos como exigência – e eis que voltou o sacrifício em colocar lá Caetana.
Inicialmente não cabia mesmo, as pernas estavam demasiado encolhidas. Subimos o encosto e, consequentemente, a criança e ficou ligeiramente melhor. Mas está longe de estar perfeita. Não sei se é da nossa instalação ou do tamanho da Caetana e do carro mas a miúda não anda ali confortável.

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Domingo, já com o encosto subido mas com as perninhas pouco confortáveis

Próximo passo, que acreditamos que faça acabar com todas as dificuldades, será virar a cadeira no sentido da marcha. Ainda não o fizémos porque, na loja, a minha preocupação foi a instalação em contra marcha e foi a isso que prestei realmente atenção.
Entretanto, para ajudar à festa, o nosso carro é daqueles que tem uns cintos ótimos, mas não pensados para cadeiras, porque prendem. Aparentemente é ótimo porque em caso de acidente ou simples travagem, ficamos protegidos, não desandamos nós e o cinto. Mas, em caso de cadeirinha esqueçam. A cadeira realmente fica segura, mas não pode haver o mínimo erro a prender nada. Temos de puxar o cinto todo para fora e não deixar recolher enquanto não estiver tudo bem preso. Se nos esquecemos de o colocar nalgum ponto e o deixamos recolher só há uma solução: tirar tudo e voltar à estaca zero.

Eu sei que a segurança aconselha a contra marcha, no entanto, são raras as pessoas que seguem essa indicação. Pelas mais variadas razões: porque a criança é maior do que se prevê na teoria e não cabe lá ou fica com as perninhas encolhidas; porque a criança não vai confortável por já ter noção que os pais e a estrada estão do lado oposto e acaba toda torta a tentar ver melhor o que se passa à sua volta; outros simplesmente porque não é obrigatório por lei então saltam esse passo e, assim que possível viram-nos para a frente.

Ontem, Caetana já me pareceu mais confortável, mas continuamos a ter dificuldade em sentá-la na cadeira, principalmente pelo facto de termos o cinto à frente, reduzindo largamente o espaço de ‘entrada’ de Caetana para a cadeira.

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Já mais confortável mas com o cinto aqui em cima, do lado direito da Caetana

Carolina Valente Pereira

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