Boa educação com ano e meio?

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Caetana não fala!
Já se faz entender e, quando em contexto, já percebemos quase tudo o que diz – ainda que seja o mais puro caetanês [o que percebemos são sons idênticos ou número de sílabas no que está a repetir: Cae/ta/na, em caetanês é na/na/na].
Quando alguém lhe apanha algo do chão, por exemplo, tento que agradeça e peço ‘diz obrigada’, muitas das vezes Caetana responde ‘aianha’ ou algo do género.
Ou seja, se eu gravar o som, isolado, ninguém vai perceber que ela está a dizer ‘obrigada’ em caetanês. Mas, se o disser após pedido, já se percebe que há uma tentativa e que os sons finais coincidem.
E isso, para mim, chega e sobra!

Então o que será isso da boa educação?
Nada mais do que bons hábitos que tenho tentado que adquira!

Há duas palavras/ sons em que tenho insistido, por uma questão de hábito de boa educação:

  • ‘olá’ quando chega a algum sítio;
  • A sua forma de dizer ‘obrigada’ quando as regras de boa educação o exigem a crianças mais velhas [e adultos].

Para mim, enquanto mãe dela, não é o fim do mundo se ela não agradecer – por enquanto, porque ainda não tem exata noção do que lhe estou a pedir.
No entanto insisto [bastante] com o ‘olá’ quando chega a algum sítio porque ela já o sabe dizer bem e acredito que já percebeu – pelo meu grau de insistência – que o deve fazer quando chega a um sítio onde estão pessoas. Beijinhos e abraços posso perguntar se quer dar mas não insisto, deixo a decisão à sua vontade.
O mais engraçado é que a própria Caetana brinca para não dizer goza e ser mal interpretada com as pessoas. Se não lhe ligarem, ela é a primeira a dizer ‘olá’. Se as pessoas vierem ter com ela a falar e a pedir que diga, ela ri, vira a cara, afasta-se a olhar e a rir mas não diz.
Chega a não dizer nada à pessoa A. Depois diz à pessoa do lado e volta a olhar para a primeira [que ‘pediu’ mais] a rir, com um sorriso brincalhão.
Também chega a dizer ‘olá’ apenas quando a pessoa já parou de pedir e está a olhar para outro lado.

Basicamente Caetana usa o seu ‘olá’ como chamada de atenção a adultos.

Sei que as crianças passam por várias fases. Caetana até demonstra ser sociável mas tudo pode mudar.
Quando crescer pode ser como ela quiser, falar muito ou pouco, ser sociável ou ‘bicho do mato’ isso é com ela.
Mas no que sempre vou insistir é que cumprimente verbalmente e agradeça quando fizerem algo por si, seja uma pessoa de quem goste muito ou pouco. Pode decidir não dar beijinhos a ninguém e não falar mais para quem estiver ao seu lado. Mas chegar a um local e dizer ‘olá; bom dia; boa tarde ou boa noite’ nada tem que ver com feitios ou relações, mas sim com boa educação!
Percebo perfeitamente que uma criança, seja de que idade for, não cumprimente por estar a ter um ‘mau’ dia. Não compreendo nem nunca vou conseguir compreender que o mesmo seja feito por um adulto.
E para tentar evitar que a Caetana seja um desses adultos, tudo farei para que perceba o que acabei de explicar. Por enquanto, é ir tentando que se habitue a ‘olá’ quando entra num sítio.

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Carolina Valente Pereira

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