As férias com o Óscar

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Em dia do animal, nada melhor do que lembrar as férias com o nosso Óscar.

A Caetana delira com ele. Brincam imenso. Podendo levá-lo connosco para o sul de Espanha não fazia sentido deixá-lo no hotel canino.
Que na zona se viam imensos cães já nós sabíamos, que há imensos Yorkshires também. O que não sabíamos era que as pessoas gostavam e recebiam tão bem os animais.
Houve apenas uma senhora a fazer má cara, dizendo que não são permitidos animais na praia, e logo se ouviu outra em nossa defesa, defendendo que o cão não estava a incomodar absolutamente nada e não havia qualquer problema.
Entretanto também tivemos uma situação caricata, quando o Óscar ladrou imenso ao… Senhor da bola de Berlim.
Não perguntem porquê, tudo o que sabemos é que eles gritam pela praia ‘booolinhaaa, booolinhaaa’  [sim, são portugueses]. Quando um deles passou junto à nossa toalha, o Óscar desatou a ladrar-lhe feito doido, devia querer brincadeira não sei.. Parecia o típico cão de série que se manda ao carteiro.
Por outro lado, o Óscar chegou a fazer amigos na praia. Uns miúdos acharam-lhe imensa piada a nadar, e acharam ainda mais piada ao facto de ter um nome idêntico ao de um amigo então, sempre que passavam para ir ao mar ou para a toalha, iam lá fazer-lhe festas.

Mas deixemos a praia de lado porque nem só de areia e mar se vive nas férias. Tomámos alguns cafés num clube desportivo. A primeira vez que levámos o Óscar, antes de entrar, perguntámos se ele também podia.
Deviam ter visto a cara de espanto do empregado a dizer ‘claro que sí’, como que a pensar ‘que pergunta estúpida é esta?’
No dia seguinte voltámos lá com ele e, sem pedir nada, vieram dar uma tigela com água porque o Óscar tinha a língua de fora. [Temos sempre o bebedouro na mala do carro e cá ficou porque levámos a carrinha. Comprámos lá outro que esteve dia e meio desaparecido por estar tão bem guardado/escondido da Caetana.]
À noite, na gelataria, aconteceu a mesma coisa. Serviram-nos o jantar e trouxeram, sem pedido, uma tigela com água para o Óscar.
No dia seguinte de manhã, deixei-o correr solto. Estava um senhor sentado na relva. Óscar desata a correr e ladrar na sua direção. Eu aflita berro por ele. O senhor, super calmo, não se mexeu e ainda me disse para o deixar ir, que é normal, estava a conhecê-lo.

Claro que cá em Portugal também há quem goste de animais, não digo o contrário. Só me parece que ali havia mais respeito por eles. Era mais normal ver o animal como elemento da família.
No próprio condomínio, havia placas que apenas pediam para os cães não andarem soltos.

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Carolina Valente Pereira

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